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Depois de vários anos atuando como um “teenage rock combo” (nas palavras de Ike Willis), a Scrutinizer chama pra somar um dos maiores percussionistas brasileiros da atualidade, Ricardo Bologna. Filho do maestro Ronaldo Bologna http://www.usp.br/osusp/maestro_ronaldo.html, atua na OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de SP) como percussionista e leciona na ECA-USP na cadeira de percussão. http://www.cmu.eca.usp.br/docentes/prof-bologna.html
Quando recebeu o convite Bologna (na foto, de camisa cinza) já aceitou de prontidão e passou a integrar a Scrutz com a missão nada fácil de tocar arranjos Zappianos repletos de truques e detalhes. Nem precisa dizer que a adaptação foi instantânea , tanto musical quanto scrutinizermente falando. O perigo era chamar um músico que tivesse algumas limitações comuns no meio acadêmico, como falta de swing e rigor técnico extremo. Precisávamos de um percussionista que fosse virtuoso e ao mesmo tempo esperto, aberto para uma linguagem mais popular e contemporânea e que, obviamente, tivesse bom humor. Felizmente Bologna é o tipo de músico que toda banda sonha: tem todas as qualidades técnicas (incluindo instrumentos impressionantes e uma caranga pra levá-los) e é um figuraça boa praça pacas!
Depois de sua chegada instaurou-se uma verdadeira revolução na banda, que passou a encarar os arranjos com outra ótica.
Explica-se: quando o tecladista Ricardo “Banana” Urban
saiu da banda, Juliano Beccari teve que se transformar num polvo-de-duas-cabeças por acumular funções diversas como uma base num Hammond e uma frase casca de marimba ao mesmo tempo. Algumas músicas como p.ex. Montana (interlúdio ”dental floss”) ficavam sem uma base harmônica porque a marimba é fundamental nesse trecho. Outras como Inca Roads entram numa categoria das quase impossíveis de executar - esta já consta no roteiro do próximo show de aniversário.
Zappa tem alma de percussionista e sua força nas composições em grande parte se baseia nessa linguagem. Com a chegada de Bologna os arranjos ficaram mais completos e mais orquestrados, como os originais. E o astral da banda coninua em franca evolução. Seja bem-vindo, professor!
Mano Bap